A importância do uso de repelentes como medida de prevenção ao surto de microcefalia

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Estrutura química exclusiva similar a um aminoácido do corpo humano confere ao IR3535 melhor tolerabilidade para bebês, idosos, gestantes e pessoas com pele sensível

A prevenção ainda é a melhor forma de controlar o Aedes Aegypit, mosquito transmissor do Zika vírus, suspeito de causar o recente surto de microcefalia no País. Para isso, além de tomar medidas simples para evitar a proliferação da larva, o uso contínuo de repelente foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como uma arma importante para se proteger contra a picada do mosquito transmissor. Porém, a grande maioria das pessoas não sabe como funciona esse aliado.

No Brasil, existem diversas substâncias que são usadas como princípios-ativos para formular um repelente, entre elas o IR3535 – presente nos rótulos das loções repelentes como Ethyl Butylacetylaminopropionate, encontrada em diversas marcas (inclusive no principal repelente infantil disponível no mercado). A substância tem o melhor perfil de segurança entre os repelentes e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para repelir o Aedes Aegypti.

O mosquito é atraído pelos odores transmitidos pelo corpo humano na transpiração. Por meio de suas antenas ele capta esses cheiros, que o levam até os indivíduos. Os repelentes, por sua vez, agem formando uma espécie de nuvem de substâncias não tóxicas ao redor da pele e quando o inseto se aproxima suas antenas são impregnadas por essas moléculas, entupindo seus microscópicos poros e impedindo que ele perceba os odores.

Embora o alerta principal seja para a proteção das grávidas, os pequenos estão especialmente expostos porque usam roupas leves que deixam a maior parte do corpo desprotegida, além de ser uma época propícia para brincadeiras ao ar livre. Por isso, o cuidado com eles deve ser redobrado, com o uso de repelente adequando. Existem formulações específicas para as crianças, porém, devido ao perfil de alta segurança quanto à toxicidade, o IR3535 é o único indicado para o uso a partir de 6 meses, tendo a mesma eficácia em pessoas de todas as idades, inclusive gestantes.

“A segurança do IR3535 se deve ao fato de possuir estrutura química exclusiva, semelhante à beta-alanina, um aminoácido encontrado no corpo humano. Por esse motivo, esse princípio-ativo é classificado como biopesticida, muito bem tolerado por bebês, idosos e pessoas com pele sensível, enquanto outros repelentes são classificados como pesticidas,” explica a Farmacêutica-bioquímica da Merck, Thalita Cristina Estima de Jesus. “Além disso, o IR3535 não tem restrições a quantidade de aplicações diárias, enquanto as demais opções podem ter limite máximo diário devido ao risco de neurotoxicidade.”

Como usar o repelente:

Apenas as áreas expostas do corpo devem receber o repelente. O produto deve ser reaplicado conforme a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Porém, é importante atentar para o limite de aplicações diária de cada produto.

Apenas o IR3535 não possui restrição de aplicações diárias e pode ser usado em crianças a partir dos 6 meses.

Existem repelentes específicos recomendados para as crianças, com formulações menos tóxicas.

O tempo de ação varia de acordo com a concentração de princípio ativo na fórmula.

Os bebês com menos de 6 meses devem ser protegidos com roupas adequadas e frescas, e proteção na casa e no berço. As mães devem ter cuidado redobrado para evitar que os mosquitos entrem em casa.

Nenhum repelente é 100% eficaz, e, sendo assim, todas as medidas acima, bem como as que são apresentadas regularmente pelo Ministério da Saúde, devem ser seguidas.

Elaine Lewis – In Press Ass. De Imp. E Promoções Ltda elaine.lewis@inpresspni.com.br

 

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