Fim de ano alavancou serviços de reparos em casas, roupas e computadores

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Na contramão do comércio, empresas registraram aumento de até 70% das demandas por consertos em diversos itens

Se comprar tudo novo está difícil em meio à recessão econômica atual, o jeito é revitalizar ou reparar aquilo que já temos. Esse é o pensamento de muita gente no fim de 2015. Prova disso são os resgistros de aumento da procura por serviços de reparos, manutenção e renovação, tanto de residências quanto de roupas, calçados, acessórios e computadores.

“Uma boa parcela da população passou a ter muito mais cautela na hora de fazer as compras no fim de ano. A previsão de um 2016 complicado economicamente – se não igual, pior que 2015 – está fazendo com que o consumidor muda um pouco seu comportamento na hora de gastar seu dinheiro”, afirma Paulo Cesar Mauro, diretor da conultoria Global Franchise, especializada no mercado de redes e varejo.

Como exemplo, a rede Heel Quik Sapataria e Costura registrou um aumento de 20% na procura pelos serviços em relação ao último trimestre de 2014. “Percebemos uma mudança nos últimos três meses. Geralmente, nessa época do ano temos um decréscimo de serviços. Agora, porém, o movimento cresceu. Independente da classe social, homens e mulheres têm procurado reutilizar itens que estavam guardados no guarda-roupa, solicitando ajustes e reparos para prolongar a vida útil de calças, camisas, vestidos, sapatos, bolsas e outros itens”, revela Fábio Cesar Di Mauro, responsável pela unidade do Morumbi Shopping, em São Paulo.

Na mesma linha, a rede Master House Manutenções e Reformas também apresentou alta nos três meses finais do ano. A maioria das unidades da empresa teve as atividades intensificadas, especialmente pela chegada do 13º salário. “O mercado de construção civil está em queda, com altos custos. Comprar um imóvel hoje ou realizar grandes intervenções está fora de cogitação para a maior parte das pessoas. Por isso, é preferível investir em detalhes, pequenas reformas e reparos, pintura e manutenção geral, que farão diferença no dia-a-dia”, explica Allan Comploier, engenheiro e diretor da marca, que, num total, estima ter obtido um crescimento entre 60% e 70% nesse trimestre.

Se investir em produtos novos está um tanto complicado, o jeito também é dar “aquele tapa” nos eletrônicos que já temos. Por isso, outro mercado que comemora o momento é o de manutenção de computadores, tablets, impressoras e afins. A marca Sr. Computador, especializada no segmento, confirma, já com volume cerca de 25% maior na reta final do ano. “Há diversas situações. Os gadgets estão com preços altos, até pelo fato do dólar estar também em alta. Comprar novos computadores pode pesar no bolso. Fazer a manutenção nem tanto. É possível prolongar o tempo de vida de quase todos os eletrônicos, e o brasileiro está aprendendo isso”, garante Fábio Guerra, diretor de negócios.

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