Respostas do Pré-candidato Johnson Zunino

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Perfil do Pré-candidato Johnson Zunino (PR):

  • 52 anos
  • Formado em economia
  • Reside em Porto Belo desde 1998
  • Foi gerente geral do BESC por 6 anos em Porto Belo e 4 anos em Itapema
  • Secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente na Prefeitura de Porto Belo por 4 anos
  • Atualmente é funcionário público da Câmara de Vereadores como Agente Legislativo
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    Confira as respostas:

    Funcionalismo público

    • 1. Uma dos grandes anseios do funcionalismo público é a construção de planos de cargos e salários, vale alimentação para todos os funcionários, transporte definido para as unidades de saúde aos profissionais em visita domiciliar. Como solucionar essas questões? Qual seu envolvimento com esse assunto como funcionário público?

    Johnson  – Não concordo com a forma que o sindicado se relaciona com o poder público e também não concordo com a forma que o poder público se relaciona com o sindicado, embora não tenho envolvimento significativo nessa questão, penso que  Vereadores e Prefeito tem suas atribuições voltadas para os interesses da municipalidade e  sindicado tem seu objeto social voltado para os interesses dos servidores públicos, qualquer coisa diferente disso é hipocrisia.

    Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue o que temos a propor até o momento:

    O transporte de profissionais da saúde  em visita domiciliar, não deve ser encarado como uma reinvindicação de RH, isso é absurdo, quem efetivamente vai ao domicilio é a Prefeitura, esse agente representa a instituição. Vamos tratar como um custo da Secretaria da Saúde como qualquer outro, se não resolvermos o servidor fica desobrigado a fazer o serviço, nenhum servidor tem  obrigação de resolver problemas patronais com o seu dinheiro.

    Nos quatro anos que trabalhei como Secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, o que percebi foi o anseio dos funcionários pelo aumento dos seus salários, só que as administrações quando não tem possiblidade para atender a verdadeira reinvindicação dos nossos servidores, para não dizer o  “não”, afirmam que irão fazer uma reforma administrativa ampla.  É por isso, que reforma administrativa, para o servidor, é sinônimo de aumento salarial em que, entra e sai administração e não acontece. O desafio é grande, portanto abaixo vou explanar uma proposta para um aumento de salário e doravante como vamos construir um plano de cargos e salários.

    Nós do PR estamos estudando a estrutura necessária que precisamos para distribuir os serviços a nossa população com qualidade. Procuramos cidades com similaridades a nossa e constatamos que é possível fazer isso com apenas sete secretarias/Fundações ao invés de treze como temos hoje.

    Também, como forma de desonerar o custo que temos para abrir e fechar nossa Prefeitura todos os dias, entre outras soluções, pretendemos que as diretorias remanescentes nessas sete secretarias e outras que vamos criar em função dos fechamentos das demais secretarias, sejam ocupadas preferencialmente por funcionários efetivos. Lembrando que o servidor empossado opta entre o salário que ganha e o salário de Diretor, portanto um ou outro vamos economizar.

    E o valor economizado produzido por essas duas ações, não se deixará diluir pelo caixa geral da Prefeitura, será acumulado em uma conta específica e transformando-se em abono salarial flexível. Portanto  quanto maior a economia, maior é o abono salarial que será sempre mensal.

    Entendemos que isto é uma proposta ainda modesta para nossos servidores, mas ir além, pelo cenário econômico atual que temos, não seria convicto da possibilidade do cumprimento da proposta.

    Com relação a cargos e salários, pretendemos classificar os cargos em apenas 3 categorias: Agente Público Municipal I, Agente Público Municipal II e Agente Público Municipal III. Atualmente a uma confusão entre cargo e função, por exemplo, motorista é uma função então, vamos realocar este servidor da seguinte forma: Com formação escolar básica passaria a ser Agente Público Municipal I – Função Motorista; Com formação escolar de Ensino Médio seria  Agente Público Municipal II – Função Motorista. Outro exemplo Enfermeira que é uma função que exige nível Superior passaria a ser Agente Público Municipal III – Função Enfermeira. Fora do mandato podemos chegar até aqui, muitos entraves vão aparecer e que só podemos superá-los no mandato e com diálogo aberto com todos os servidores.

    • 2. O funcionalismo público também busca reconhecimento. Que ações poderia  motivar essa classe de trabalhadores? E de que forma o PR tentou ajudar a resolver esse problema?

    Johnson – Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue o que temos a propor até o momento:

    Entendemos que o único reconhecimento que os trabalhadores desejam, seja na iniciativa pública ou privada, é o pecuniário. Na iniciativa privada o patrão olha para seu empregado, após um desempenho que lhe agradou, decide “ vou te dar um aumento”; na atividade pública isso não é possível, tem que ter um critério previsto em Lei.

    Conforme já comentamos na pergunta 1, na questão de cargos, pretendemos definir o que é cargo e o que é função e pretendemos manter apenas três níveis de cargos, onde isso vai permitir a instituição da promoção vertical. Por exemplo:

    Um servidor que tenha nível escolar até o fundamental e desempenha a função de Motorista, esse servidor vai estar qualificado como Agente Público Municipal I – Motorista, uma vez que ele venha a concluir o Ensino Médio, ele será requalificado para Agente Público Municipal II – Motorista, onde terá o reconhecimento pecuniário pela ampliação dos seus conhecimentos a nível escolar. Se esse servidor concluir nível superior terá novo reconhecimento pecuniário e será requalificado como Agente Público Municipal III – Motorista.

    Com relação ao percentual que será aplicado, encontramos exemplos em órgãos públicos com 15% para a promoção de  nível I para nível II e 20% para a promoção de nível II para nível III, entretanto não seria convicto do cumprimento desses percentuais, nos falta variáveis como quantidade de servidores propensos a essas promoções e o impacto disso nas despesas de RH.

    Moradores de Rua

    • 3. Nos últimos anos cresceu o número de moradores de rua em nossa cidade, há inclusive o Mazinho ao qual há décadas encontra-se numa vida desumana.  Qual ação poderá amenizar essa situação? Você agora e nos últimos anos tomou alguma atitude para amenizar o sofrimento dessas pessoas?

    Johnson  – Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue o que temos a propor até o momento:

    É muito seguro afirmar que nossos moradores de rua predominantemente são dependentes químicos/álcool, essa dependência quebra a personalidade das pessoas ao ponto de passar por cima do amor próprio, amor de pai, amor de filho em fim amor à família.

    Entidades de tratamento dessas pessoas, colocam como condicionante que em primeiro o próprio dependente deve desejar se livrar das drogas e álcool.

    Sem esta manifestação da vontade deles de buscar o tratamento, não vamos fornecer gratuitamente comida e abrigo, do contrário, eles vão obter tudo o que eles desejam, drogas durante o dia e cama e comida durante a noite e ainda acaba por atrair moradores de rua de outras cidades em função desse conforto.

    Quem vem interagindo com essas pessoas e vem obtendo algum sucesso são ações voluntárias ligadas as igrejas, quem tem sabe,  o que a fé é capaz de fazer na vida de uma pessoa, vamos buscar o diálogo com essas pessoas e alinhar o poder pública para apoiar essas ações.

    Saneamento Básico

    1. As praias e a natureza são uma das nossas riquezas e um dos principais atrativos para o fomento do turismo, porém há décadas sofremos com balneabilidade histórica de muitos pontos das praias como Impróprio para banho. Uma das soluções seria o investimento em saneamento, infelizmente tivemos essa oportunidade na gestão passada e perdemos. Como fazer agora para reverter essa situação? De que forma você utilizou seu relacionamento junto a bancada de deputados do PR para conseguir projetos que amenizem essa situação?

    Johnson  – Em primeiro, não dou por perdida a oportunidade da gestão passada, não tenho segurança em afirmar nesse momento  se tem ou não algo a fazer a respeito desse convênio, mas é seguro afirmar que esse fato não cabe como desculpa pelo ZERO de investimento em saneamento desde de então.

    Iniciamos nossas atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue o que temos a propor até o momento:

    Quando estamos falando de Saneamento Básico, estamos falando de água potável, coleta de resíduos sólidos, esgotamento pluvial e esgotamento sanitário.

    A empresa que trata e distribui a água potável é a mesma que deve coletar e tratar o esgotamento sanitário, tanto que a tarifa cobrada com a coleta de esgoto tem relação com o consumo de água potável, temos a CASAN cujo contrato vai vencer em agosto desse ano, portanto,  a sugestão que vamos passar abaixo vai ser encaminha para o Prefeito Evaldo, porque uma vez definida uma concessão efetiva para CASAN, o que nos resta em 2017 é seguir o que será decido ainda em 2016.

    Existe 3 caminhos que podemos seguir:

    O primeiro seria a instituição de uma empresa em regime jurídico de autarquia, onde a Prefeitura terá 100% de sua propriedade. O maior entrave de seguir esse caminho é que o orçamento da Prefeitura não permitiria uma capacidade de endividamento para busca de recursos junto ao sistema financeiro mundial visando a instalação do nosso Plano de Saneamento conforme previsto na Lei Federal 11.455. Neste modelo de autarquia, o que nos resta é a dependência de recursos federais para suportar os investimentos necessários, só que não havendo políticas públicas para esse fim nem recursos disponíveis, de nada vai resolver correr atrás de Deputados.

    Outro caminho seria a privatização por meio de concessão pública, essa medida até resolve no que se refere aos investimentos, não vão faltar candidatos no processo de licitação porque o negócio e rentável. Porém, referências de outras cidades demostram insatisfação na população em função das tarifas cobradas. Isto parece obvio porque o cidadão vai pagar pelo investimento, mais custos operacionais e pelo lucro e além do mais é uma decisão que só nos permitirá uma revisão no mínimo após 20 anos. Preferimos enfrentar as dificuldades com a opção de uma Autarquia do que a privatização que é um caminho sem volta. Essa hipótese somente em último caso, após esgotar a possibilidade de Autarquia ou a terceira hipótese que passamos abaixo.

    Antes, vamos falar sobre a CASAN. O que não queremos da CASAN? Não queremos que fique mais 20 anos com investimento zero em saneamento. Não queremos o custo operacional da CASAN que é muito elevado. O queremos da CASAN? Queremos o seu Know-how (saber como)  nos ramos do saneamento básico. Queremos a função social da CASAN por se tratar de uma empresa pública catarinense, ou seja, também pertence aos cidadãos de Porto Belo. Queremos a experiência dos servidores efetivos da CASAN que trabalham e vivem em nossa cidade. Queremos a capacidade de garantias para obtenção de créditos e recursos a fundo perdido.  Diante disso aí vai nossa proposta:

    Que seja constituída uma empresa mas,  que essa empresa seja constituída em forma societária entre a Prefeitura e CASAN, sendo a CASAN a sócia majoritária, que essa nova empresa tenha sede no Município de Porto Belo, isso é muito importante porque lá no futuro uma hipótese de encampação todos os equipamentos e funcionários ficariam no município. Vejamos o que ocorreu quando a CASAN sai em 2011, somente ficou os canos porque estavam enterrados, todos os equipamentos (Máquinas, Veículos, etc..)  e o conhecimento do sistema saíram junto com a CASAN e isto não é justo porque tudo foi adquirido as custas dos usuários. Uma empresa em sociedade com a CASAN, emularemos o conhecido já existente, dispensado o investimento para isso, teríamos o interesse do Governo do Estado para busca de recursos a fundo perdido e também para obtenção de crédito, outra questão é que a nova empresa teria um centro de custo distinto da CASAN ESTADUAL portanto, não se contaminaria com a ineficiência operacional da CASAN em nível estadual. Certamente que, um processo desses iremos encontrar entraves jurídicos a serem superados, vontades políticas contrárias mas não deixa de ser uma grande saída para resolvermos nosso problema fundamental que é o cuidado com nossas águas.

    Johnson Zunino - 4

    Ruas, estradas e avenidas

    • 5.O trânsito intenso na alta temporada faz os turistas pensarem que somos somente uma cidade de passagem. Tivemos esperança de resolvermos parte dessa situação com a promessa da atual administração em transformar numa grande avenida o acesso a Porto Belo. Infelizmente ainda não concluído. Ao mesmo tempo há projetos que não saíram do papel sobre o túnel ou outra via de acesso. Qual sua visão para solucionar esse impasse? O túnel é viável?

    Johnson  – Aqui temos problemas de grande dimensão, um é a mobilidade urbana, nossa movimentação dentro da cidade e o outro é o grande fluxo da Av. Gov. Celso Ramos com destino a cidade de Bombinhas e também podemos incluir aí a Rod. Br 101 que divide nosso município ao meio.

    Com relação a nossa mobilidade interna é primordial que se leve em conta nossa integração, isso é um problema muito sério em nossa cidade, vejamos: Um morador do bairro Pereque que deseja comprar um liquidificador, não havendo disponibilidade desse produto no seu bairro, ele lembra de buscar esse produto no centro de sua cidade ou no bairro Meia Praia? Um morador do Bairro Sertão de Santa Luzia que deseja comprar um liquidificar, não havendo disponibilidade no seu bairro, ele lembra de buscar esse produto no centro de sua cidade ou na Praça de Tijucas? Isso é uma questão muito séria e temos que levar em conta quando pensamos em desligar uma sinaleira que dá preferência ao transito local ou simplesmente alterar o sentido de transito de uma rua.

    Em 2009 o então Governador Leonel Pavan apresentou o projeto do segundo acesso para Bombinhas e com ele apresentou um dado impressionante que nada mais é que próximo 80% do transito da nossa Av. Gov. Celso Ramos, se destina a Bombinhas. Portanto estamos diante de um problema regional e problema regional temos que jogá-lo dentro de um balaio de 2 alças e entregar uma para o gestor de Bombinhas segurar e juntos buscar soluções junto ao governo do Estado. Logo afirmamos que a solução está no Governo do Estado porque não existe recursos federais com política pública destinada para obras desta natureza, tanto que o atual gestor do nosso município, buscou recursos junto ao Governo Federal e para obter o deferimento desses recursos, foi necessário deferir pela cota do Governo do Estado em relação ao programa PAC 2. Lamentavelmente esses recursos encontram-se contingenciados e nossa obra parada.

    Diante disso o primeiro encaminhamento rumo a soluções para Av. Gov. Celso Ramos, é a devolução da sua circunscrição para o Governo do Estado, foi um grande equívoco no passado em municipalizar nossa avenida. Os municípios com similaridades ao nosso, (Governador Celso Ramos, Penha, etc..) saíram em nossa frente em manter seus acesso sob a circunscrição estadual hoje encontram-se com esse problema resolvido ou ao menos minimizados.

    Para a questão da Rod. Br. 101 como obstáculo de nossa integração, pretendemos executar o que já está projetado em nosso plano diretor-mapa do sistema viário, que é a abertura das vias projetadas para o lado oeste do nosso viaduto de acesso. Entendemos que a principal dificultade já está superada que é o viaduto sob a Br 101, e a abertura dessas vias os valores encontram-se no próprio local, pois os proprietários doando as terras para construção dessas vias públicas vão obter ganhos econômicos muito superior pela valorização de suas propriedades lindeiras as novas vias. Conseguindo isto o morador do Sertão certamente vai comprar seu liquidificar na cidade onde vive.

    Com relação ao segundo acesso, nada é impossível mas vejo que a ideia do túnel vem de quem não deseja o segundo acesso para Bombinhas. O que temos para apresentar é o seguinte:

    Conforme já falamos acima, passar a circunscrição da no Av. Gov. Celso Ramos para o Governo do Estado, vindo com ela duplicada até as proximidades das instalações da Policia Militar em Porto Belo e dali a abertura de uma via ligando o bairro Vila Nova até as proximidades do Baleia Branca centro da cidade e também, a pavimentação do Morro do Zimbros. Com isso, além de melhorar o transito para a cidade de Bombinhas também teremos um sistema binaria no centro da cidade.  Nesta forma desafogaríamos o transito da temporada e também contemplaríamos as demandas das pessoas que entendem que o desvio do transito para fora da nossa cidade poderá implicar negativamente em nosso comercio, essa hipótese não pode deixar de ser considerada, temos exemplos como o Centro da Cidade de Gaspar e o Bairro Saco dos Limões em Florianópolis.

     

    Qualidade de vida nos bairros

    • 6.A imagem de ruas esburacadas, lama, pavimentação irregular, esgoto a céu aberto, terreno baldio, entre outros, entristece moradores mais conscientizados e inferioriza a nossa cidade como atrativo turístico. Perequê é um bom exemplo. Um balneário de grandes possibilidades poderia oferecer melhores condições de vida aos moradores e servir de grande atrativo para o turismo, está esquecido. O que fazer para elevar o padrão de vida nos bairros?  E de que forma o PR criou ações para resolver esse problema? E como cidadão, qual foi a sua contribuição?

    Johnson – Iniciamos nossas atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue abaixo o que temos a propor até o presente momento.

    Como cidadão sempre interagi de forma positiva com o Secretário de Obras, isso foi interrompido nessa administração inicialmente, porém agora já estabelecido.

    O gigantismo é um fator que gera ineficácia administrativa, eu, Johnson Zunino, em 1995, conquistei a oportunidade de ser o Gerente Administrativo da maior agência do BESC, Joinville-Centro. Obtive um relativo sucesso na gestão e o que mais ajudou a conduzir aquela gigante, foi a experiência de administrar agências pequenas.

    Em nossa Prefeitura, vejo que a Secretaria de Obras atua de forma geral, ela é muito grande em relação aos outros órgãos. Pretendemos fazer um desdobramento das atividades dessa Secretaria, por bairro.

    O que se percebe é que a maior dificuldade é na execução de serviços pequenos, o que se pode fazer com a patrola, caçamba e retro escavadeiras é feito, porém o que requer um operador a pé, com carrinho de mão, pá, enxada, roçadeiras, etc.. , é o grande desafio.

    Pretendemos, caso nossa candidatura venha a ser homologada, já no decorrer da campanha, buscar o diálogo com as associações de bairros, não pretendemos colocar um chefe em cada bairro, desejamos que os trabalhos sejam coordenados e fiscalizados pelos moradores, vamos dar preferência em contratar os profissionais (cantoneiros) que residam no bairro e que sejam de fácil acesso pelos moradores. Esses profissionais se contratados pela Prefeitura, terão que enfrentar a burocracia dos concursos e seletivos, isso pode emperrar a velocidade dos processos. Trabalhamos com a ideia que esses profissionais sejam contratados pelas associações, a exemplo como é nas APP dos colégios estaduais. Só que para isso dependemos de um diálogo intenso com representantes dessas associações e superar entraves jurídicos.

    • 7.Casas que antes não sofriam com enchentes, hoje qualquer chuva preocupa os moradores, além de ruas e avenidas alagadas.  Tem conhecimento sobre a causa dessa situação e como solucionar?

    Johnson  – A causa certamente todos nós temos conhecimento e culpa, isso vem do crescimento desordenado das cidades, Nenhum gestor público projeta suas ações para efeitos além do seu mandato, falta de consciência do cidadão que dispensa seus rejeitos de qualquer forma em terrenos baldios e vias públicas e por último a omissão do poder público  (câmara e prefeitura) a tudo isso.

    Aqui voltamos a falar em Saneamento Básico, onde esse serviço de esgotamento pluvial a prefeitura tem a obrigação de prestar ao cidadão, porém, diferente dos outros 3 itens do saneamento básico, não existe cobrança de taxa.

    Para resolvermos de forma efetiva esse problema de alagamentos, nos resta pegar os já existentes projetos de macrodrenagem de nossa cidade e correr atrás de recursos nas esferas estadual e federal.

    O que podemos fazer emergencialmente: Vamos dividir o problema, geralmente as ruas são invadidas pelas águas, antes das casas. Portanto,  pretendemos com ajuda do mapeamento já existente na defesa civil, buscar soluções com recursos próprios para eliminar alagamentos das casas. Vamos buscar solução adequada para cada casa, usando de uma simples abertura de valas, desobstrução de tubulações,  construção de diques ou mesmo instalação de bombas elétricas. (Exemplo que temos na cidade de Blumenau).

    Empresas e emprego

    • 8.As empresas localizadas em Porto Belo estão passando por problemas para manter a competitiva, algumas fecharam as portas e outras não conseguem manter o pagamento em dia. Isso reflete diretamente na empregabilidade da cidade.  Qual a sua visão sobre as causas e de que forma a administração pública poderá contribuir para amenizar o impacto da crise nacional?

    Johnson  – Primeiro vamos falar em soluções cujo resultado aparecerá em longo prazo:

    Caso obtenhamos sucesso no pleito eleitoral, logo no início do mandato encaminharemos para Câmara de Vereadores, uma ampla reforma nas leis de Parcelamento do Solo e construções de empreendimentos de grande porte. Do ponto de vista ambiental não desejamos ser mais expansivos que o resto do Brasil, mas também não podemos ser mais restritivos que o resto do Brasil.  Nos quatro anos que estivemos na frente da secretaria de planejamento, em função dos obstáculos que nossa legislação impõe, conseguimos aprovar apenas um loteamento e a atual gestão até esta data, conseguiu aprovar apenas dois loteamentos sendo que os dois projetos já vinham desde nossa gestão. Isto é muito sério do ponto de vista econômico, basta observar a quantidade de imensas áreas remanescentes que temos em nosso perímetro urbano, sem o investimento não temos renda, não temos emprego e o poder público não arrecada. Urgentemente precisamos colocar nossa cidade em condição atrativa para os investidores porque sem a perspectiva de investimento toda nossa cidade passa a valer menos.

    Aqui também,  podemos falar do quanto é importante nossa atenção para o saneamento básico; temos um exemplo recente que foi acompanhado por todos nós, vejamos: A mancha escura no mar da praia do Pereque, segundo depoimentos de corredores de imóveis e comerciantes, o impacto foi direto no bolso deles, o turista simplesmente saiu de dentro d’agua e também das ruas do Pereque. O efeito disso do ponto de vista econômico: Caiu a procura por aluguel de imóveis, menor a procura o preço do aluguem cai, preço do aluguel em baixa menor é o interesse de investidores para construção e aquisição de imóveis, menor procura para aquisição  de imóveis menor é o preço de venda, o imóvel valendo menos no Pereque toda nossa cidade passa a valer menos.

    Agora falaremos de soluções para o resultado aparecer em curto prazo.

    O grande fascínio que as relações econômicas podem proporcionar ao ser humano é o que denominamos de “NEGOCIOS”, tem uma frase muito falada no mundo acadêmico da economia que diz “Onde tem comercio quem fica desempregado é o soldado”.

    Pretendemos dar um atendimento diferenciado para os corretores de imóveis, vamos criar um ambiente em que o corretor possa frequentar acompanhado do seu cliente, onde vamos fornecer todas as informações necessárias sobre o imóvel objeto do negócio, inclusive a viabilidade de construção, tudo isso no ato da solicitação do serviço. Também,  vamos criar um ambiente virtual no sítio virtual oficial da Prefeitura que permita o anuncio de imóveis a venda em nossa cidade. Entendemos que o aquecimento do mercado imobiliária impulsiona a indústria da construção civil e essa é a grande alavanca para movimentar o comercio local.

    Pretendemos dar continuidade da parceira que a Prefeitura tem hoje com o SEBRAI, com isso vamos dar continuidade e aprimorar a Festa do Camarão, a volta da festa do canguá e buscar permanentemente outros eventos para a baixa temporada.

    Quando não podemos ajudar, não vamos atrapalhar, sempre vamos buscar muito dialogo com nossos comerciantes, visando que as ações do poder público, como realização de obras, não causem  incômodos ao ponto de comprometer seus faturamentos.

    • 9.Muitas das empresas que realizam pequenas obras ou projetos a Prefeitura estão localizadas em cidades vizinhas. De que forma a Prefeitura poderia contribuir para aproveitar melhor as empresas da cidade em seus projetos?  E quais foram as ações do PR,  para fiscalizar as licitações em Porto Belo?

    Johnson –  Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento desse e de todos os problema de nossa cidade e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017.

    Uma vez que,  o serviço contratado está sujeito a licitação, já não podemos classificar como pequenas obras, sendo dispensado a licitação aí sim é possível dar preferência para as empresas com domicilio comercial em Porto Belo.

    Oposição

    • 10. Estamos no período em que os partidos farão as coligações e formarão chapas para concorrer às candidaturas a vereador, prefeito e vice.  Diante das últimas notícias de diversos políticos com interesse em se candidatar a prefeito, é viável diversos candidatos da oposição concorrer ao cargo de Prefeito? Isso não fortalece a reeleição do Prefeito Evaldo?

    Johnson  – Não só entendemos que é viável diversos candidatos como também é salutar para o processo eleitoral, não vamos aderir a coligações simplesmente por uma estratégia eleitoral que leve a derrota do atual prefeito, o que nos leva a adesão de uma coligação é a similaridade de proposta, não sonhamos com a cadeira do prefeito e sim com uma cidade melhor.

    Nossa candidatura vai representar nosso acesso efetivo para as questões públicas de nossa cidade, se obtivermos sucesso no pleito seremos governo, do contrário seremos oposição que também é uma função muito importante para boa gestão da nossa cidade.

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    Turismo

    • 11.A chave mestra para melhoria geral de nosso município é  o turismo. Somos (deveríamos ser) um paraíso turístico, mas não temos demanda de turistas suficiente.  Se houvesse realmente um projeto para sermos um pólo turístico, poderíamos angariar fundos e recursos inimagináveis para saúde, educação, segurança, geração imensa de empregos,  geraria e atrairia recursos estaduais e até federais! Existem  inúmeras coisas para iniciar nossa potência turística, que não necessitam de grandes investimentos, começaria com uma palavra chamada CAPACITAÇÃO, nossa comunidade participativa como é,  transformaria nossa PORTO BELO em uma POTENCIA TURISTICA! Qual é o seu conhecimento sobre as possibilidades de buscar recursos estaduais e federais para melhorar o turismo e a vidas dos cidadãos de Porto Belo?

    Johnson  – A pergunta está muito bem entendida, podemos dar como exemplo a cidade de Balneário Camboriu que consegui alcançar esse patamar de angariar fundos e recursos inimagináveis, portanto o nosso grande esforço para já e para a próxima gestão é desenvolver ação que direcione nossa cidade na busca desse patamar.

    A grande pergunta é “Por que temos engarrafamentos em nossa cidade e também na nossa cidade coirmã Bombinhas?”   Pensando de forma negativa, responderemos que temos pouca estrada para muito carro, porém na forma positiva, responderemos que temos muitas pessoas interessadas em nossas praias, nossas águas cristalinas.

    Portanto o que é fundamental, para buscarmos um novo patamar econômico de forma para atrairmos investimentos inimagináveis, é a preservação da qualidade das nossas praias e das nossas águas, portanto tudo começa pelo Saneamento Básico. Sem nossas águas preservada não teremos se quer engarrafamentos que embora incomodo para nosso povo local, ainda é um problema bom, porque significa que, apesar de nossas deficiências ainda atraímos turista para nossa cidade.

    Preservando nossas águas e praias, atraímos o turista. Cidade com turista na rua e com uma legislação eficaz e simples,    atraímos o investidor. Entendemos que ai está o caminho para atingimos patamares ainda mais atrativo para investimentos privados e também recursos públicos tanto da esfera estadual e federal.

    Capacitar as nossa população é importante mas, para uma resposta conclusiva de como fazer isto, temos muitos entraves a serem observados, primeiro podemos capacitar apenas quem deseja  e por outro lado temos a sazonalidade das nossas atividades econômicas, por exemplo um cidadão no verão é garçom e no inverno é pedreiro. Essa situação tem que ser muito bem discutida para uma resposta efetiva.

    TPA – Taxa de Proteção Ambiental

    • 12.Antes de implantação do TPA de Bombinhas foi oferecido ao Prefeito Evaldo uma parceria. Segundo relatos de vereadores, o objetivo do Prefeito era conseguir 50% do valor arrecado para Porto Belo. O não aceite da proposta colocou Porto Belo fora da arrecadação. Em sua opinião, qual foi o resultado para Porto Belo? E quais alternativas para promover a mobilidade entre os dois municípios?

    Johnson  – A primeira ação que vamos fazer, não vamos se quer esperar pela posse, caso tenhamos sucesso na eleição, iremos procurar o futuro gestor de Bombinhas e vamos reabrir as negociações da TPA (claro se eles aceitarem). É notório que a TPA foi e é  uma ação bem sucedida e nós temos muito a oferecer a bombinhas para melhorias no processo dessa cobrança.   Porto belo e Bombinhas jamais poderá interromper o dialogo dos problemas comuns, porque bebemos da mesma água e compartilhamos a mesma estrada.

    Com relação ao segundo acesso, nada é impossível mas vejo que a ideia do túnel vem de quem não deseja o segundo acesso para Bombinhas. O que temos para apresentar é o seguinte:

    Conforme já falamos acima, passar a circunscrição da no Av. Gov. Celso Ramos para o Governo do Estado, vindo com ela duplicada até as proximidades das instalações da Policia Militar em Porto Belo e dali a abertura de uma via ligando o bairro Vila Nova até as proximidades do Baleia Branca centro da cidade e também, a pavimentação do Morro do Zimbros. Com isso, além de melhorar o transito para a cidade de Bombinhas também teremos um sistema binario no centro da cidade.  Nesta forma desafogaríamos o transito da temporada e também contemplaríamos as demandas das pessoas que entendem que o desvio do transito para fora da nossa cidade poderá implicar negativamente em nosso comercio, essa hipótese não pode deixar de ser considerada, temos exemplos como o Centro da Cidade de Gaspar e o Bairro Saco dos Limões em Florianópolis

    Transporte Coletivo

    • 13.Uma área que trás muito descontentamento é o transporte coletivo, estamos presos a Praiana, uma empresa altamente criticada pela qualidade dos serviços. Tem conhecimento sobre o contrato estabelecido com a empresa? Há algo no contrato que permita quebra de compromisso ou punição por irregularidades? Como resolver essa questão, principalmente ao transporte interbairros? Hoje vendo essa situação de sofrimento da população ao usar o transporte coletivo, foi errada a renovação do contrato realizado na gestão passada?

    Johnson  – A administração passada não renovou contrato e sim abriu licitação,  a empresa vencedora foi  Praiana, antes quem operava em nossa cidade era a empresa Rainha. O grande desafio é que temos uma taxa de ocupação muito baixa em nosso sistema de transporte, tanto que a Prefeitura vem subsidiando.

    Porém não é seguro afirmar se a taxa de ocupação é baixa porque não existe passageiros ou se não temos passageiros porque o transporte é muito ruim.

    A situação é tão precária que o município não tem em seus quadros profissionais capacitados para fiscalizar o transporte público. O sistema não suporta a remuneração dos fatores de custo da empresa Praiana mais o lucro. Vamos fiscalizar essa atividade com intensidade, encontrando fundamentos para a ruptura do contrato, vamos fazer e aplicar uma alternativa de transporte próprio se sabemos transportar crianças para as escolas, podemos emular esse conhecimento para o transporte público, assim temos a remunerar apenas nossos custos, evitando o lucro do empresarial.

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    Processo seletivo

    • 14.Segundo relatos, muitos dos profissionais que participaram de processo seletivo para cargos públicos em Porto Belo estão descontentes com o tratamento, principalmente por parte da secretaria de educação. Tens conhecimentos sobre essa situação? De que forma o PR se mobilizou para resolver esse problema?

    Johnson  – Tivemos conhecimento do problema, porém tanto a sociedade como as pessoas envolvidas (vitimas) se deparam com o problema quando  não tinha mais o que fazer, já estava aprovado pela câmara e sancionado  pelo prefeito o cancelamento do referido processo seletivo e autorizado a abertura de um novo. Embora dentro da legalidade, sentimos uma pitada de sacanagem nesse processo e contra sacanagem não existe teoria.

    Somos contrários  a contratação por meio de processo seletivo, isto emperra a dinâmica de substituição de um funcionário que entrou de licença médica, ou férias ou qualquer outra razão. Um processo seletivo, se levado a sério, é o mesmo procedimento para o concurso para admissão de efetivos. Só que,  esses são contratados de forma temporária, apenas como substitutos de efetivos, isso é muito burocrático pois, os baixos salários já não são atrativos para uma proposta efetiva, quanto mais convencer pessoas a aguardar em uma lista, para uma contratação temporária.  O grande desafio aqui é que a Prefeitura  assinou um TAC – Termo de Ajuste de Conduta, com o Ministério Público, vamos tentar reverte-lo. Casa não obtendo sucesso em reverte-lo, vamos ter que continuar aplicando porém,  preservando o direito do interessado desde sua inscrição até a conclusão do seu tempo de trabalho.

    Gastos públicos

    • 15. A situação atual cria um cenário de gastos públicos, considerados por muitos, como excessivos e  incompatíveis com as nossas necessidades básicas. Qual a sua opinião sobre os gastos realizados com eventos e festas, aluguéis e cargos comissionados na atual gestão? E quais foram as iniciativas do PR  para verificar o retorno desses investimentos para a cidade?

    Johnson  – Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017.

    Com relação a eventos e festas, temos que ter muita responsabilidade ao criticar, se estamos nos propondo  a  ser um polo turístico, é seguro concluir que o entretenimento é uma atividade compatível com o turismo e não algo considerado como supérfluo

    Se você observar um folião de carnaval no meio da avenida, podemos dizer que ele não precisa fazer aquilo. Porém, o trabalho da costureira que fez sua fantasia, do pessoal que trabalha dentro das fábricas de bebidas, os distribuidores e vendedores de produtos afins, trabalham com a mesma seriedade e importância que as pessoas que trabalham na confecção de batinas para padres ou distribuidores e vendedores de produtos naturais.

    Com relação a cargos comissionados destacamos nossa resposta da pergunta de número 1:

    Nós do PR estamos estudando a estrutura necessária que precisamos para distribuir os serviços a nossa população com qualidade. Procuramos cidades com similaridades a nossa e constatamos que é possível fazer isso com apenas sete secretarias/Fundações ao invés de treze como temos hoje.

    Também, como forma de desonerar o custo que temos para abrir e fechar nossa Prefeitura todos os dias, entre outras soluções, pretendemos que as diretorias remanescentes nessas sete secretarias e outras que vamos criar em função dos fechamentos das demais secretarias, sejam ocupadas preferencialmente por funcionários efetivos. Lembrando que o servidor empossado opta entre o salário que ganha e o salário de Diretor,  portanto,  um ou outro vai ser economizado.

    E com o indispensável enxugamento da máquina pública  entendemos que vamos ter uma relevante economia em aluguéis.

    Saúde

    • 16. A saúde recebe  criticas dos cidadãos de Porto Belo, vimos recentemente informações sobre remédios vencidos, funcionária terceirizada utilizando ambulância para serviço em banco, queijas sobre o atendimento e falta de funcionários em unidades de saúde. Tens acompanhado essa situação, de que forma? Como cidadão,  qual foi a sua contribuição para fiscalizara saúde pública de Porto Belo? Em sua opinião o secretário de saúde tem que ser um profissional da área, uma indicação partidária ou tem alternativas diferentes dessas duas?

    Johnson  – Sempre acompanhamos o problema da saúde, porque sentimos na pele essa deficiência e nossas vidas tem a dependência direta dessa atividade pública, não faço nada diferente dos demais cidadãos em relação a fiscalização que é de reclamar aos agentes públicos e órgãos que tem em suas atribuições a função de fiscalizar.   Segue o que temos a propor até esse  momento, onde entendemos que é por meio dessa nossa propositura que segue abaixo, que  será possível chegarmos a definição de um perfil profissional para ocupar o cargo de Secretário da Saúde.

    A saúde é criticada no Brasil, no Estado e no Munícipio, a solução do problema maior está na mudança urgente da equivocada politica  pública federal, se o Prefeito reivindicar equipamentos de uso direto em diagnostico e cura , nada acontece. Agora dinheiro para comprar tijolos, telhas,  cimento e  areia , basta o município apresentar um terreno escriturado que consegue recursos para construção de posto de saúde.

    Fiquei impressionado em uma palestra ministrada pela  Secretário da Saúde do Estado, Sr. Kleinubing, quando ele passou a informação que a taxa de ocupação em leitos hospitalares em Santa Catarina é de 38%, logo aderi como verdade, basta observar em nosso entorno, temos o Hospital Santo Antônio em Itapema com ociosidade e o Santa Inês em Balneário Camboriú completamente fechado.

    Conclusão; temos excesso de construções na área da saúde, e o recurso federal disponibilizado é para fazer mais ainda, tanto que temos dois postos de saúde em construção em Porto Belo e é seguro afirma que ambos após conclusos, serão abarrotados de mesas, cadeiras e armários cujos equipamentos não curam ninguém.

    Acima falamos do problema macro, cuja solução efetiva foge das nossas mãos, abaixo seguem nossas propostas que temos para o momento:

    Diagnósticos e cura, o distribuidor desses   serviços público é o médico, portanto pretendemos trazer esse profissional para o centro da questão e vamos fazer a seguinte pergunta a ele: “ Em que podemos ajudar para que o cidadão sai da sua consulta com um bom diagnóstico?”.  Prevenção e atendimento domiciliar, o distribuidor desses serviços são nossos agentes comunitários também vamos fazer uma pergunta “ Em que podemos ajudar para permitir que você faça suas atribuições com destreza e satisfação?” Da mesma forma vamos perguntar para os servidores que desempenham seu trabalho no atendimento fora do município e outras áreas da nossa secretaria de saúde. O proposito disso é deixar claro que o agente público que encosta a mão no paciente, que entrevista o paciente, que passa o remédio para o paciente, que leva o paciente a Florianópolis,  é que deve estar munido de equipamentos, capacitação, etc..  e a função das chefias, secretário e toda a estrutura da prefeitura deve estar a serviço desse servidor.

    O Governo Federal trata da saúde de todos, O governo do Estado trata da saúde de todos, mas o município deve tratar da saúde de cada um, é diferente, todo atendimento deve ser pontual, personalizado, porque o paciente é um indivíduo único.

    Coleta de lixo

    • 17.O serviço de coleta de lixo é outro assunto bastante criticado, há bairros que passam mais de 15 dias sem recolha.  Como cidadão, você teve iniciativa para reclamar formalmente sobre esse assunto? E de que forma o PR contribuiu para pressionar a Prefeitura a regularizar esse serviço?

    Johnson  – Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017. Segue o que pretendemos propor até o momento:

    Pretendemos terceirizar  apenas a mão de obra em uma modalidade de convênio com cooperativas  de catadores, fizemos isso no final de mandato do governo Vadinho que se prolongou até Fevereiro/2013, deu certo. O  conhecimento dos catadores em  produto reciclado, poderá contribuir para aumentar a tonelagem de reciclado. O interesse fica convergente entre o catador e a sociedade.

    Pretendemos evoluir essa parceria até chegarmos à instalação de uma usina para beneficiamento de todo nosso  lixo, seja reciclado ou orgânico.

    Combate a corrupção

    • 18.Como cidadão, você participou de alguma ação de combate a corrupção no município?

    Johnson – Como cidadão apenas com a minha indignação, a gente pensa que essas coisas acontecem sempre longe, entretanto fomos surpreendidos com a Operação Bola de Neve em 2012.  O próprio nome “Bola de Neve” envergonha todos nós, porque nada temos  a ver com neve, isso demostra que a interrupção dos supostos atos ilícitos que vinham sendo praticados há anos, ocorreu  graças à intervenção externa ao nosso município, porque o objeto da operação era prefeituras da Serra Catarinense.

    Eu estava como Secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente em 2012 e o episódio das prisões de colegas secretários foi altamente constrangedor, muitas pessoas cobravam se tínhamos desconfiança de algo. A desconfiança que eu poderia ter em se tratando da atividade pública é a mesma de qualquer cidadão.  Sem atribuições legais conferidas ao cargo que permita fiscalizar, a condição de  acessar informações de outras secretárias é a mesma que tem um cidadão comum. Mesmo porque nada ocorreu dentro da Prefeitura, os indícios dos ilícitos foram constatados  por meio de grampos telefônicos e quebra de sigilo bancário cujas ferramentas estão ao alcance somente da Polícia e Ministério Público,  mediante autorização judicial.

    Temos que entender que a Bola de Neve não foi uma notícia ruim, ao contrário, ela representa o estancamento dos supostos atos ilícitos em  processos licitatórios, agora a pergunta que temos a fazer é “O que mudou nos procedimentos administrativos de compras, após a constatação dos fatos que resultou na operação Bola de Neve?”.

    Entendemos que podemos comparar a corrupção com a infecção em UTIs hospitalares, onde UTI boa é aquela que tem um baixo índice de infecção, porém não se tem notícias da  existência  de uma UTI com índice zero de infecções. Da mesma forma temos que tratar a corrupção em órgãos públicos, o combate deve ser cotidiano.

    Pretendemos colocar a serviço do combate cotidiano da corrupção a Procuradoria Geral do Munícipio e a Controladoria Interna, vamos reformar as atribuições conferidas a esses órgãos, de forma a conferir poderes de investigação e todo processo de compras será submetido a auditagem desses órgãos.

     

    Esporte

    • 19.O esporte tem sido visto como uma das alternativas para promover a sociabilidade, o engajamento de crianças, jovens e adultos no combate ao sedentarismo. Qual sua opinião sobre as políticas públicas atualmente dirigidas ao esporte? E como valorizar  o esporte para as mulheres? Como agente politico,  quais ações você realizou para promover o esporte na cidade?

    Johnson – Iniciamos a condição de agente político em Outrubro/2015, onde trabalhamos até então para apresentar uma proposta para nosso cidadão, de modo que permita uma opção  a mais para ser escolhida nas urnas. Também como cidadão deixo a desejar porque a única coisa que me diferencia do sedentarismo é a caminha diária. Segue o que pretendemos propor até o momento:

    Não pretendemos manter a estrutural atual, vamos passar essa atividade para um órgão vinculado a Fundação Municipal de Turismo, porque entendemos que não é a estrutura disponibilizada que resolve o problema. O que efetivamente resolve é a disponibilidade de recursos para  pessoas que gostam e lideram as atividades esportivas em nossa cidade.

    Animais abandonados

    • 20.Animais abandonados em todos os cantos da cidade, mostrando um cenário desanimador para eles e para nós.  O Prefeito Evaldo ofertou  a castração gratuita, porém não acolhe e  agora há um decreto de recolhimento e destinação de equinos, bovinos e muares, porém os cachorros e gatos ainda dependem da caridade humana. Na sua trajetória política quais ações você promoveu para contribuir na proteção dos animais e assim também na saúde pública da população?

    Johnson  – A publicação daquele decreto que foi o epicentro da polemica de abate e não abate de animais,  mostrou que o assunto deve ser amplamente discutido com as pessoas ligados a gestão desse problema. O que achamos de exemplo positivo, foi na cidade de são João Batista onde foi instituída uma ONG em que o município efetuou convênio. Pretendemos apoiar a caridade humana nessa atividade que luta por soluções.

    Não temos trajetória política, os cargos públicos que ocupei eram com  características técnicas e com atribuições não relacionadas a essa atividade, o que contribui, embora modestamente, foi como cidadão e tenho muita sensibilidade para causa, tanto que tenho animais de rua que são integrantes da minha família.

    Educação

    • 2. Referente a educação, muitos cidadãos reclamam de que as vagas, principalmente, para creche não são suficientes, assim como há insatisfação como a qualidade da estrutura física das escolas, da integração dos responsáveis pelos alunos com os profissionais da educação municipal  e que não tem número suficiente de professores, monitores e profissionais de inclusão. De que forma tem acompanhado essas questões? E como o PR tratou esses assuntos nos últimos anos?

    Johnson  – Sabemos que o crescimento populacional em nossa cidade, a exemplo das demais cidades do litoral, é acima da média nacional, isso requer investimentos constantes na estrutura da nossa educação, isso não vem acontecendo e certamente será um dos principais desafios da futura administração.

    Nosso ambiente escolar está de baixa estima, e visando melhorar esse ambiente e receber um diagnóstico preciso de nossas deficiências pretenderemos aplicar o seguinte modelo de gestão em nossas unidades de ensino.

    Em primeiro vamos dar total autônima para o professor conduzir suas aulas, vamos escutar diretamente do professor a resposta da seguinte pergunta; “O que você precisa para dar uma aula equivalente a de primeiro mundo?”  a partir dessas respostas vamos desenvolver ações  para atender as demandas do Professor.  Nosso foco será conduzir os investimentos disponíveis para dentro da sala de aula. Desconhecemos qualquer notícia que uma escola teve bom desempenho do IDEB porque os alunos tinham mochila de rodinhas  ou uniforme bonito. Não temos nada contra mochilas de rodinhas ou uniforme bonito, mas entendemos que se  trata de equipamentos periféricos, nosso principal foco será no relacionamento entre professor e alunos.

    Outra questão que requer urgência é a função de Diretor da Escola,  atualmente temos muitos diretores que ao serem nomeados, optam para continuar recebendo seu salario de carreira porque se optar pelo salario de Diretor acaba por ganhar menos. Sabemos das dificuldades e a importância desses profissionais para abrir e fechar nossas escolas todos os dias. Pretendemos corrigir a discrepância desse cargo de forma a torná-lo atrativo. A escolha desse profissional será de forma direta pelos professores da escola. O processo será o seguinte:  Em uma reunião , em dinâmica de grupo, os professores indicaram entre si o Diretor da Escola. Destacamos  que não haverá candidatos antes da reunião e nem planos elaborados que possibilitem uma disputa eleitoral dentro da escola, todo o processo iniciará e terminará na referida reunião de professores.

    Por último,  vamos fazer a qualquer custo, a  conectividade de nossas escolas ao mundo virtual da intermet, nossos clientes (alunos) já sabem muito bem o que significa isto e entendemos que esta modernidade  é fundamental  para formar cidadãos competitivos  para outras esferas do  ensino e no mercado de trabalho.

    Iniciamos nossas  atividades no PR em Outubro de 2015, e o que fizemos até então é debates que visam obter maior conhecimento do problema e com isso apresentar  alternativas a serem aplicadas a partir de 2017 conforme supra citado  e também em outras atividades públicas não comtempladas por essa pergunta.

     

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