Volta às aulas: escovar os dentes na escola requer cuidados com a higiene das escovas

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Hábito de higiene oral é essencial para a saúde das crianças, mas prestar atenção na forma como as escovas são armazenadas exige atenção redobrada de pais e professores

Escovar os dentes deve ser um hábito levado a sério desde a infância. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que a incidência de cáries em crianças com idade escolar é de 60% a 90%. Com o fim das férias e o reinício do ano letivo, a escovação – realizada principalmente nas escolas que oferecem atividades em período integral – requer cuidados especiais.

Para que o hábito seja 100% saudável, é importante observar a higiene das escovas de dentes. Afinal, dez entre dez escovas estão contaminadas após o primeiro uso, seja por bactérias presentes naturalmente na flora bucal – e que podem se proliferar nas cerdas, tornando-se patogênicas – ou pelos micro-organismos presentes no ambiente.

De acordo com a odontopediatra Sandra Duvoisin, doutora em Ciências Biomédicas, as escolas infantis que realizam a escovação devem estar atentas à higiene. “O cuidado com as escovas dentais nas escolas é um problema sério e tem despertado controvérsias quanto à manutenção desta prática, já que as cerdas contaminadas podem representar um risco à saúde das crianças. Mas como nós, profissionais da saúde, podemos pensar em simplesmente interromper um hábito que tem extremos resultados positivos?”, diz a pesquisadora que atuou, junto com o time da empresa Tuper, no desenvolvimento do Sistema Higienizador para Escova Dental Buccal Protect.

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“Não podemos defender que o hábito da escovação seja suspenso nas escolas em função dos riscos de contaminação das escovas porque isso seria um retrocesso. O que precisamos é contar com alternativas como o Buccal Protect para eliminar os perigos, seja na escola, em casa, no trabalho ou em viagens”, continua a dentista.

Sandra lembra que o hábito da higiene oral é reconhecido em todo o mundo por seus resultados e benefícios à saúde oral e geral, levando à redução nas estatísticas de doenças bucais como cáries, gengivites e periodontites, e também impedindo doenças graves como pneumonias, arteriosclerose, endocardites bacterianas e até partos prematuros. “É fato que o hábito de higiene oral é essencial à saúde, mas precisamos de orientações corretas sobre a limpeza da escova, garantindo que a prática da escovação seja saudável do início ao fim. Com a escova dental livre de contaminação vamos prevenir a transmissão de muitas doenças”, garante.

Na avaliação da pesquisadora, famílias e escolas podem nem estar percebendo os riscos de contaminação das escovas. “Além das bactérias e germes da própria boca, pode ocorrer a contaminação cruzada quando as escovas são guardadas todas juntas, em um mesmo recipiente ou em ambientes coletivos. Assim, os micro-organismos de uma escova passam para a outra e é por isso que membros da família ou alunos de uma mesma sala de aula acabam sendo recontaminados por vírus ou bactérias. Isso explica porque casos de viroses, gripes ou diarreias são tão difíceis de conter nestes locais”, alerta a dentista.

Os cuidados com a biossegurança em ambientes coletivos, continua a especialista, já são exigidos pela vigilância sanitária para a prevenção de transmissibilidade de doenças e bactérias. Por isso, a escovação coletiva em turmas infantis não pode ser negligenciada.

De acordo com Sandra, as crianças que estudam meio período podem realizar a higienização exclusivamente em casa, antes de ir à escola e após o retorno das aulas, sob a supervisão dos pais. Já as crianças que estudam em período integral precisam ter na escola um profissional (monitor, recreador, professor) bem orientado para a atividade, incluindo a higienização das escovas, controle das datas de troca da escova, uso de pastas sem flúor e técnica de escovação correta.

“A higiene bucal na escola, realizada principalmente na educação infantil, é o instrumento mais importante para introduzir este hábito de forma correta entre as crianças, garantindo a prevenção de doenças bucais e gerais ao longo de toda a vida, afinal, a saúde começa pela boca”, diz Sandra, lembrando que é preciso evoluir na educação sobre higiene bucal. “Não podemos negligenciar este hábito, que inclui os cuidados corretos com a escova para mantê-la limpa e livre de contaminação.”

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